Prepare para entrar no universo viking contemporâneo. Há mais de 50 anos, a Feira Nórdica traz para São Paulo um gostinho dos países nórdicos. Tem muita comida, bebida, objetos para casa e brinquedos da Dinamarca, Suécia, Noruega, Islândia e Finlândia. Viking, viking mesmo do jeito que estamos acostumados a imaginar, não tem muita coisa, em compensação você pode comprar produtos com design nórdico, famoso pela sofisticação e simplicidade das formas colocados em objetos comuns do dia-a-dia.
E tem mais, tem restaurante servido alguns pratos tradicionais da cozinha nórdica, como o smørrebrød com salmão (um sanduíche aberto dinamarquês). Para beber, tem aquavit, cidra, outros destilados, cervejas e licores. Para levar para casa, na barraca islandesa tem muito bacalhau. Outro destaque é a barraca dos chocolates com recheio de marzipã e o delicioso Karl Fazer, marca tradicional finlandesa. Dá para comprar cereais, várias versões de picles de arenque, geleias de frutas e caviar. A feira é organizada por voluntários e quase todo o lucro vai para projetos sociais do Brasil.
O nome oficial da feirinha nórdica é Feira Escandinava, ela é promovida pela Associação beneficente escandinava Nordlyset e ocorrerá dia 08 e 09 de novembro
Onde fica : Clube Pinheiros, Rua Tucumã, 36
Mostrando postagens com marcador Noruegueses(as) no Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Noruegueses(as) no Brasil. Mostrar todas as postagens
sábado, 28 de maio de 2016
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Helene Londahl, a norueguesa pioneira em enfrentar a Cracolândia em São Paulo

Aproximava-se o Natal de 1936. Helene, que era salvacionista desde os 23 anos, resolveu fazer alguma coisa em favor das mulheres da rua Timbiras. Conseguiu a colaboração das senhoras da Igreja Presbiteriana Unida, cujo templo fica ali perto, na rua Helvétia e de Maria Josefina Anderson, uma jovem brasileira de 21 anos. O plano era oferecer aquelas mulheres a oportunidade de uma mesa de guloseimas e mostrar-lhes o amor de Deus, a necessidade e a possibilidade de deixarem aquele tipo de vida. O encontro seria no salão social da igreja da rua Helvétia. Para avisá-las disso, Helene e Maria Josefina se enfiaram na rua Timbiras e fizeram cerca de trezentos convites, entre o espanto, o desprezo e o estado de embriaguez das mulheres ali residentes. No dia de Natal a mesa estava muito bem adornada e farta. As senhoras presbiterianas se perguntavam, elas virão...Quantas...Por fim, chegaram quatro. Apenas quatro. Sentaram-se à mesa e foram servidas com amor. Enquanto participavam, desenvolveu-se um pequeno e bem organizado programa espiritual, com cânticos e leitura da Bíblia. Uma delas, de tão sensibilizada, levantou-se bruscamente e pôs-se a chorar. Helene foi ao seu auxílio e ofereceu-lhe hospedagem em seu próprio quarto, até que ela se ajeitasse. A mulher aceitou. Ficou combinado que em poucos dias a norueguesa iria buscá-la. A palavra, no entanto, foi cumprida somente pela salvacionista. A mulher da rua Timbiras não conseguiu libertar-se da rede em que fora capturada.
Em termos de frutos imediatos, o balanço da tão bela iniciativa foi melancólico. Porém, é bom saber que o Lar das Moças, do Exército da Salvação, no Bosque da Saúde, que ampara e procura erguer as mães solteiras, antes que as circustâncias e a sociedade as tornem "mulheres da vida", é resultado da visão e do trabalho de Helene. Inaugurado no dia 12 de fevereiro de 1938 - um ano e alguns dias depois daquela refeição natalina -, o Lar das Moças acolheu mais de 1.300 mães solteiras nos primeiros vinte anos de sua história. Hoje o Lar foi acolhido ao projeto FloreSer, que apoia adolescentes gestantes ou que já são mães e seus familiares em situação de vulnerabilidade social, além de promover ações preventivas voltadas para adolescentes de ambos os sexos.
Depois de trabalhar dezoito anos no Brasil, a coronel Londahl tornou-se chefe do serviço social feminino na África do Sul e na Suécia, sucessivamente, até sua aposentadoria. Regressou, então, ao Brasil, doutourou-se em sociologia pela Universidade de São Paulo (1967), recebeu a Medalha de honra Esso Brasileiro de Petróleo e a Medalha de Santo Olavo, do rei Olavo V, da Noruega. Morreu de uma trombose, no dia das Mães de 1973 - ela que, embora sendo solteira era a mãe das mães solteiras.
Fonte: Revista Ultimato julho agosto de 2014 - da edição.
Assinar:
Postagens (Atom)